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Vetores e Doenças - Informações Gerais
O QUE TODOS DEVEM SABER SOBRE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR VETORES E HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS:
• Malária
• Dengue
• Febre Amarela
• Doença de Chagas
• Esquistossomose
• Febre Maculosa
• Leishmaniose Tegumentar Americana
• Leishmaniose Visceral Americana
• Malária
O que é?
Malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium.
Como se transmite?
Através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium.
Picam uma pessoa infectada e sugam o parasita da malária, depois quando picam outra pessoa o parasita é transferido e se a pessoa não tiver adquirido imunidade durante os anos, desenvolverá malária.
Quais os sinais e sintomas?
O quadro clínico típico é caracterizado por febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa e cefaléia, que ocorrem em padrões cíclicos, dependendo da espécie de plasmódio infectante.
Em alguns pacientes, aparecem sintomas prodrômicos, vários dias antes dos paroxismos da doença, a exemplo de náuseas, vômitos, astenia, fadiga, anorexia.
Quais as características do vetor?
A espécie Anopheles darlingi é o principal vetor no Brasil, destacando-se na transmissão da doença pela distribuição geográfica, antropofilia e capacidade de ser infectado por diferentes espécies de plasmódios.
Popularmente, os vetores da malária são conhecidos por “carapanã”, “muriçoca”, “sovela”, “mosquito-prego” e “bicuda”.
Os mosquitos reproduzem-se em água. Alguns mosquitos Anofheles preferem pequenos charcos enquanto outros preferem cursos de água corrente. A maior parte das espécies de mosquitos que pdem transmitir a malária pica principalmente entre o anoitecer e o amanhecer.
Quais as principais medidas de controle?
O controle vetorial da malária deve ser desenvolvido, preferencialmente, ao nível municipal, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão, prevenindo a ocorrência de epidemias, com a conseqüente diminuição da morbimortalidade
Os principais métodos empregados são: o controle dos mosquitos adultos e, quando viável, de larvas.
Para o controle larvário, o ordenamento do meio por drenagem, aterro, modificação do fluxo da água e controle da vegetação aquática e limpeza das margens é o método mais indicado.
Larvicidas químicos não são indicados devido ao impacto ambiental que podem causar. O controle biológico, com utilização de biolarvicidas, peixes larvófagos e outros, é indicado para pequenas coleções de água, em criadouros limitados em número e com baixo fluxo de água.
Para o controle de mosquitos adultos, utiliza-se o controle químico por meio da aplicação intradomiciliar de inseticida de efeito residual e pulverização espacial de inseticida.
» eliminação de áreas de água onde os mosquitos se reproduzem,
» utilização de redes mosquiteiras, de preferência tratadas com insecticida,
» da pulverização das casas com insecticida,
» educação das pessoas no que respeita ao valor de cada uma destas medidas para ajudar a prevenir a malária
Como se previne?
Medidas de prevenção individual: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes.
Medidas de prevenção coletiva: drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.
Para saber mais: Malária
• Dengue
O que é?
A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti. Se o mosquito estiver infectado, o período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.
Como se transmite?
Pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus da dengue.
Quais os sinais e sintomas?
Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do 3 º dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os seguintes sintomas aparecem:
° Dengue Clássica
» Febre alta com início súbito.
» Forte dor de cabeça.
» Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
» Perda do paladar e apetite.
» Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
» Náuseas e vômitos· Tonturas.
» Extremo cansaço.
» Moleza e dor no corpo.
» Muitas dores nos ossos e articulações.
° Dengue hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum.
A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
» Dores abdominais fortes e contínuas.
» Vômitos persistentes.
» Pele pálida, fria e úmida.
» Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
» Manchas vermelhas na pele.
» Sonolência, agitação e confusão mental.
» Sede excessiva e boca seca.
» Pulso rápido e fraco.
» Dificuldade respiratória.
» Perda de consciência.
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O objetivo do Ministério é que esse número seja reduzido a menos de 1%.
Quais as características do vetor?
O mosquito Aedes aegypti é menor que o pernilongo comum, preto e com manchas ou listras esbranquiçadas pelo corpo.
Quais as principais medidas de controle?
Não se deve deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. Portanto, o que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho, é:
» substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova.
» não deixar acumular água nas calhas do telhado
» não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água.
» acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;
» vedar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris, tambores, cisternas etc.
Como se previne?
Medidas de prevenção individual: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes.
Medidas de prevenção coletiva: drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.
• Febre Amarela
O que é?
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África
Como se transmite?
A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.
Quais os sinais e sintomas?
Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
Quais as principais medidas de controle?
A febre amarela do tipo silvestre não pode ser erradicada, já que o vírus circula naturalmente nas matas entre os macacos e vetores silvestres - mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes - que transmitem a doença para seres humanos depois de picar os macacos contaminados.
Como se previne?
A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.
A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).
Para saber mais: Febre Amarela
• Doença de Chagas
O que é?
É uma doença infecciosa e parasitária, que existe somente no continente americano. É causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi.
Como se transmite?
É transmitida ao homem por insetos do gênero triatomíneo, conhecidos pela população rural no Brasil como “barbeiros”.
Quais os sinais e sintomas?
Na fase aguda da infecção, os principais sintomas podem ser: febre, aparecimento de gânglios, crescimento do baço e fígado, alterações elétricas do coração e ou inflamação das meninges nos casos graves, que duram em média de 3 a 8 semanas. Se o contato com o barbeiro for na região próxima ao olho, ocorre inchaço neste local (conhecido como "sinal de Romaña").
Na fase crônica, a maioria (cerca de 70%) dos portadores da doença permanece durante longo tempo, em torno de duas a três décadas, sem apresentar nenhum sintoma, ou seja, sem nenhuma alteração de seu quadro clínico. Esta é a chamada forma assintomática ou indeterminada da doença.
Quando surgem os sintomas da fase crônica, eles estão relacionados a distúrbios no coração (forma cardíaca) e/ou no esôfago e intestino (forma digestiva). Nestes casos, a evolução da doença vai depender do grau de acometimento de tais órgãos e do recurso à assistência médica.
Quais as características do vetor?
Vive em casa de barro ou casas em mau estado de conservação, habitando as frestas e buracos das paredes. Fora da casa são encontrados: em galinheiro, chiqueiro, paiol, curral, ninho de pássaro, toca de animal, casca de tronco de árvore, cêrca, lenha, debaixo de pedras, telhas e etc.
Quais as principais medidas de controle?
Nas áreas em que se verifica a transmissão pelo vetor, os métodos de controle consistem na aplicação sistemática de inseticidas nos domicílios e ao redor deles, e na realização de melhorias nas habitações, como por exemplo a substituição das paredes de barro por paredes de alvenaria (para evitar a infestação pelos barbeiros). Para controlar a transmissão transfusional, é necessário fiscalizar a qualidade do sangue dos doadores, mediante exames que comprovem que eles não são portadores da doença.
Como se previne?
Os princípios da prevenção da Doença de Chagas baseiam-se fundamentalmente em medidas de controle ao barbeiro, dificultando e/ou impedindo a sua proliferação nas residências e em seus arredores.
As medidas que devem ser tomadas consistem:
» Manter a casa limpa, varrer o chão, limpar atrás dos móveis e dos quadros, expor ao sol os colchões e cobertores onde costuma se esconder os barbeiros;
» Retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas;
» Impedir a permanência de animais e aves dentro da casa. As aves não oferecem perigo, pois nunca apresentam o tripanosoma em seu organismo, mas seu sangue serve de alimento para os barbeiros;
» Construir galinheiros, paiol, tulha, chiqueiro, depósitos afastados das casas e mantê-los limpos;
» Encaminhar insetos suspeitos de serem barbeiros para o serviço de saúde mais próximo.
• Esquistossomose
O que é?
A esquistossomose é uma doença transmissível, parasitária, causada por vermes trematódeos do
gênero Schistossoma. Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sangüíneos do intestino e fígado do hospedeiro definitivo.
Como se transmite?
Os ovos do verme são eliminados pelas fezes humanas. Em contato com a água, os ovos eclodem e liberam larvas, denominadas miracídios, que infectam caramujos hospedeiros intermediários que vivem nas águas doces.
Após quatro semanas as larvas abandonam o caramujo na forma de cercárias e ficam livres nas águas naturais.
O contato dos seres humanos com essas águas é a maneira pela qual é adquirida a doença.
Quais os sinais e sintomas?
Na fase aguda pode apresentar febre, dor de cabeça, calafrios, suores, fraqueza, falta de apetite, dor muscular, tosse e diarréia. Em alguns casos o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho. Na forma crônica a diarréia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre, e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, o paciente pode sentir tonturas, dor de cabeça, sensação de plenitude gástrica, coceira no ânus, palpitações, impotência, emagrecimento e endurecimento do fígado, com aumento de seu volume.
Nos casos mais graves da fase crônica o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento e fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d´água.
Quais as características dos hospedeiros intermediários?
O parasito necessita da participação de caramujos de água doce para completar seu ciclo vital. Esses caramujos são do gênero Biomphalaria. No Brasil, somente três espécies são considerados hospedeiros intermediários naturais da esquistossomose: B. glabrata, B. straminea e B. tenagophila.
Como se previne?
Não existem vacinas contra a esquistossomose. A prevenção consiste em evitar o contato com águas onde existam os caramujos hospedeiros intermediários liberando cercárias.
Quais as medidas de controle?
Baseia-se em medidas de: saneamento ambiental com rede de abastecimento de água e coleta de esgotos; tratamento dos casos diagnosticados; educação em saúde, que devem estar inseridas em todos os serviços que desenvolvam as ações de controle da doença. · tratamento das coleções hídricas com caramujos contaminados pelo verme.
Para sabe mais: Esquistossomose
• Febre Maculosa Brasileira
O que é?
É uma doença infecciosa causada por uma pequena bactéria chamada Rickettsia rickettsii.
Como se transmite?
A Febre Maculosa é uma doença transmitida através da picada de carrapatos. A espécie transmissora mais importante no Brasil é o Amblyomma cajennense, Para o homem ficar doente é preciso que um carrapato infectado fique aderido em seu corpo por mais de quatro horas. Este é o tempo mínimo para que o carrapato possa jogar as bactérias para dentro da pele do homem.
Quais os sinais e sintomas?
Febre, dor de cabeça, mancha no corpo, história de picada de carrapato são os achados mais característicos da doença. Muitas pessoas se queixam de febre, dor de cabeça, mal estar, podendo apresentar também manchas avermelhadas pelo corpo. Como a bactéria circula pelo sangue, o paciente pode ter também muitas outras queixas: respiratórias (tosse, dor no peito, pneumonia), urinárias (insuficiência renal), neurológicas (meningite, perda da consciência, confusão mental, convulsão), digestivas (náuseas, vômitos, dor abdominal), falta de apetite, tonteira e cansaço.
Quais as características do vetor?
O Amblyomma cajennense é um carrapato que pode picar qualquer espécie de animal, conhecido popularmente como carrapato estrela, carrapato de cavalo, carrapato redoleiro ou micuim.
Como se previne?
É possível prevenir a Febre Maculosa evitando o contato com carrapatos.
Evitar entrar em áreas infestadas por carrapatos.
Procurar um médico veterinário ou o serviço de controle de zoonoses de cada cidade (as secretarias de Saúde) para orientar como cuidar dos animais se eles estiverem com carrapatos e para que se possa mantê-los livres de carrapatos sempre.
Não se deve use nenhum medicamento, pó, sabonete ou líquido para dar banho em animais sem que um médico veterinário tenha orientado. Estes produtos são tóxicos e, se não forem corretamente preparados e utilizados, podem provocar problemas de saúde nos animais e também nos seres humanos. Além do mais, é preciso que os produtos estejam na concentração adequada para que possa fazer efeito, o que será informado pelo profissional competente.
Para saber mais: Febre Maculosa
• Leishmaniose Tegumentar Americana
O que é?
É uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas.
O Flebotomíneo, também conhecido: mosquito palha, asa dura ou cangalhinha.
Como se transmite?
A transmissão ocorre pela picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas.
Os animais que vivem na floresta como: rato silvestre, capivara, tatu e o gambá, são reservatórios da doença e passam o agente causador para o Flebotomíneo.
Em ambientes próximos das matas, também são reservatórios: cão, cavalo ou jumento. Ao picar o homem o inseto pode transmitir a doença.
Quais os sinais e sintomas?
As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais freqüentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse.
Quais as características do vetor?
Desenvolve-se em ambientes úmidos, ricos em matéria orgânica e de baixa luminosidade, como tocas de animais, ocos de árvore e folhas em decomposição.
Quais as principais recomendações?
O diagnóstico da “ferida brava” é feito através de exame simples para verificar a presença do parasito. Tem cura rápida no início da doença.
Ao notar qualquer ferida de difícil cicatrização no seu corpo ou em seus familiares procurar o posto de saúde.
Tanto, os animais como o homem “pegam” a doença, sempre pela picada do inseto. O inseto costuma picar à tardinha, assim, deve-se proteger os braços e pernas com roupas longas e evitar locais próximos da mata.
Observar os animais da casa, se descobrir feridas, avisar o posto de saúde.
Construir a casa distante da mata (pelo menos 200 metros de distância) e telar portas e janelas com tela fina.
Se você mora próximo da mata ou tiver freqüentado a mata ou sua proximidade nos últimos 6 meses e, apresentar qualquer ferida de difícil cicatrização, deve ir ao posto de saúde para a realizar exames.
Como se previne?
Recomenda – se ações dirigidas à:
» População humana: medidas de proteção individual, tais como usar repelentes e evitar a exposição nos horários de atividades do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente possa ser encontrado;
» vetor: manejo ambiental, através da limpeza de quintais e terrenos, a fim de alterar as condições do meio, que propiciem o estabelecimento de criadouros para formas imaturas do vetor;
» atividades de educação em saúde: devem estar inseridas em todos os serviços que desenvolvam as ações de vigilância e controle da LTA, requerendo o envolvimento efetivo das equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviços.
Para saber mais: Leishmaniose Tegumentar Americana
• Leishmaniose Visceral Americana
O que é?
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por um microorganismo (protozoário - leishmania), que é transmitida ao cão, a animais silvestres como roedores e também ao homem por um mosquito, o flebótomo, ao qual no Brasil - país detentor de um elevado número de casos - se deram vários nomes: “palha”, “asa dura”, cangalhinha”, etc. Este insecto é pequeno (2 a 3 mm) e tem uma coloração clara (cor de palha).
Como se transmite?
Quando a fêmea do flebotomíneo suga o sangue de um animal contaminado com a Leishmania, por exemplo, o cão, ela ingere esse parasito com o sangue. Ao picar outro animal ou o homem, ela passa o parasito através da saliva.
Quais os sinais e sintomas?
No homem: febre constante, perda de apetite, palidez, emagrecimento, aumento do baço e fígado. Podem ocorrer sintomas hemorrágicos, tosse seca, edema nos membros e nas faces, bronquite e cílios alongados.
No cão: crescimento grande das unhas, emagrecimento, apatia, olhos lacrimejantes, queda de pêlos, descamação e feridas na pele, especialmente no focinho, orelha, cauda, patas e paralisia nas patas traseiras.
Mas atenção: seu cachorro pode estar com a doença sem apresentar nenhum sinal. Por esse motivo, em muitas situações os agentes de saúde passam de casa em casa para examinar todos os cães.
Quais as características do vetor?
O inseto transmissor da leishmaniose viceral tem o nome de flebotomíneo e é popularmente conhecido como mosquito asa dura, mosquito palha, cangalhinha, etc.
É pequeno, de coloração clara (castanho claro ou cor de palha); É facilmente reconhecido pelo seu comportamento ao voar em saltito e pousar com as asas entreabertas.
Vive, preferencialmente, ao nível do solo, próximo a vegetação, em raízes e troncos de árvores. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento e com a presença de animais ou homem para que a fêmea utilize o sangue como fonte de alimentação.
As fêmeas depositam seus ovos no solo, em locais sombreados, úmidos e com matérias orgânicas como: folhas, fezes de animais, restos de alimentos, etc. Nesses locais se desenvolvem as larvas e as pupas até chegar á fase adulta do flebotomíneo.
Quais as principais medidas de controle?
Em locais com transmissão da doença é importante realizar o exame dos cães, pois eles podem estar contaminados e parecerem sadios.
Eliminação de cães contaminados para evitar o sofrimento do cão e aumento de casos da doença.
Aplicação de inseticida para combate ao mosquito asa dura, por órgão de saúde, restrita a algumas situações.
Como se previne?
Mantenha a casa sempre arejada e evite acúmulo de materiais sem utilidade.
» Pode as árvores e arbusto, capine e varra o quintal.
» Retire do quintal o lixo doméstico, fezes de animais, folhas, frutos, troncos podres, restos de madeira, etc.
» Não utilize folhas, frutos, restos de alimentos para adubo.
» Não crie galinhas, porcos e outros animais em área urbana.
» Coloque tela de malha fina em janelas e portas da casa.
» Fale com seus parentes e amigos sobre a leishmaniose e sua prevenção.
Para saber mais: Leishmaniose Visceral Americana
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