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Vetores e Doenças - Dengue
• Resumo
• Epidemiologia
• Vetores
• Agente Etiológico
• Diagóstico
• Sintomas
• Profilaxia
• Controle
• Fluxo de Notificação
• Mais Informações
Resumo
A dengue é hoje uma das principais endemias brasileira, em razão do alto número de pessoas que são acometidas todos os anos em praticamente todo território nacional. O estado de São Paulo convive com essa doença ininterruptamente desde o início da década de 90. É causada por um vírus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes, principalmente por Aedes aegypti.
A falta de uma vacina que possibilite a imunização da população exposta, aliada à grande adaptabilidade ao ambiente urbano dos mosquitos vetores, dificultam o controle dessa endemia. O controle é baseado principalmente no combate a focos do mosquito, daí a importância de participação de toda a população, visto que a grande maioria dos focos são encontrados em residências e imóveis comerciais. As atividades de combate à dengue envolvem os três níveis de governo (municipal, estadual e federal), cada qual com suas atribuições e atividades bem definidas.
A identificação de pessoas acometidas, além de possibilitar aos gestores acompanhar a distribuição e evolução da doença, permite intensificar as ações de controle em áreas onde está ocorrendo transmissão.
Epidemiologia
Doença febril aguda, de etiologia viral, transmitida por vetores artrópodes. O agente é um arbovírus, pertencente à família Flaviviridae.
De curta duração, a doença apresenta evolução benigna na maioria dos casos. Caracteriza-se por um princípio brusco, podendo apresentar as seguintes formas clínicas: Dengue Clássico, Dengue Hemorrágico e Síndrome do Choque do Dengue. Recentemente se tem acrescentado mais uma forma, o dengue clássico com complicações. Atualmente é a mais importante arbovirose que acomete o ser humano, e constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo. Com exceção da Europa, ocorre em todos os continentes. Dissemina-se nas áreas tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. No estado de São Paulo foi identificada a transmissão em período recente no ano de 1987. A partir de 1990, todos os anos há registro de transmissão, com intensidade variável.
Figura: Incidência anual, número de casos autóctones e de municípios com transmissão de dengue. Estado de São Paulo, 1987 a 2006
Modo de transmissão
O mosquito, ao picar uma pessoa doente, infecta-se com o vírus da dengue, assim permanecendo para o resto de sua vida. Quando vai alimentar-se novamente, de uma pessoa sadia, injeta juntamente com sua saliva, o vírus da doença, completando o ciclo de transmissão.
Período de incubação
No homem, período de incubação é o tempo que decorre desde a picada infectante e o aparecimento de sintomas podendo variar de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias.
Período de transmissibilidade
O período em que o vírus está presente no sangue,é o período de transmissibilidade, também chamado período de viremia. Este período começa um dia antes do aparecimento dos sintomas e vai até o 6º dia da doença.
Vacina
Atualmente, existem várias pesquisas buscando desenvolver uma vacina eficaz contra o vírus da dengue, sendo considerado uma prioridade pela OMS, devido ao alto investimento na manutenção de estruturas de combate ao vetor Aedes aegypti e pelo sucesso adquirido na produção de vacinas, como o da febre amarela, com excelente capacidade imunizante.
No entanto, o desenvolvimento dessa vacina tem frustrado a comunidade científica, devido à necessidade de a vacina ter que imunizar contra os quatro (4) tipos de dengue, com alta eficiência, para evitar o mecanismo fisiopatológico que desencadeia o dengue hemorrágico.
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) tem trabalhado no desenvolvimento de pesquisas nessa área e esperam a produção de vacinas daqui a dez anos.
Vetores
São considerados vetores, mosquitos do gênero Aedes, principalmente o Aedes aegypti e Aedes albopictus. Apesar de serem insetos que podem sobreviver alimentando-se de sucos vegetais, as fêmeas necessitam de sangue para a maturação dos ovos. Daí sua importância na cadeia de transmissão da doença, pois ao picar uma pessoa infectada pelo vírus, as fêmeas se contaminam, transmitindo a doença posteriormente a outras pessoas sadias quando vão realizar novo repasto sanguíneo. Devido a seu hábito de colocar seus ovos em recipientes artificiais, adaptaram-se facilmente ao ambiente domiciliar e convívio com o homem.
Agente Etiológico
O agente é um arbovírus, termo que designa organismos que são transmitidos por artrópodes, pertencente à família Flaviviridae, que reúne 68 espécies, das quais cerca de 30 causam doenças ao homem. São conhecidos 4 sorotipos causadores de dengue, classificados como: DEN-1, 2, 3 e 4.
Sintomas
A dengue clássica apresenta-se como doença incapacitante, com início abrupto e febre alta, cefaléia intensa, dor retroorbitária, mialgias, artralgias, astenia e exantema. Também podem ocorrer vômitos e petéquias ou outras formas de hemorragia. A duração da doença é de 5 a 7 dias. A recuperação é, principalmente, em adultos, acompanhada de fadiga prolongada e depressão.
A dengue hemorrágica é caracterizada por febre alta, fenômenos hemorrágicos, freqüentemente hepatomegalia e, nos casos severos, falência circulatória caracterizando a síndrome de choque da dengue. Esta forma clínica se inicia com quadro similar ao da dengue clássica, cujas manifestações se mantém durante as primeiras 48 horas de doença, podendo se estender por mais alguns dias. Após o 3º ou 4º dia da doença, há redução da febre e intensificação da dor abdominal e manifestações hemorrágicas.
Profilaxia
Devido a inexistência de vacina e de métodos para combate aos vírus, a forma de evitarmos a proliferação da doença é combatendo o vetor, principalmente evitando locais com acúmulo de água parada, como vasos e pratos para plantas, pneus, latas, garrafas, caixas d’água destampadas, ralos, etc.
Controle
O controle executado no estado de São Paulo (e que basicamente segue as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde), está baseado na visita sistemática aos imóveis existentes em áreas de características urbanas, para orientação da população, eliminação em conjunto com o responsável pelo imóvel dos recipientes em condições de se tornarem criadouros dos vetores e na aplicação de inseticidas químicos naqueles onde não houver outra forma de atuação. Dependendo da situação da área onde se está trabalhando, pode-se utilizar produtos fornecidos pelo morador e que tenham algum efeito sobre o ciclo de vida do mosquito, como sal, detergente, água sanitária, entre outros.
Fluxo de Notificação
Mais Informações
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